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ONS discute causas do apagão que deixou 11 estados e o DF sem luz

Operador Nacional do Sistema Elétrico diz que houve falha na transmissão.
Estados ficaram sem energia elétrica por quase uma hora.

 

Nesta terça-feira (20) o Operador Nacional do Sistema (ONS) vai fazer uma reunião técnica, no Rio de Janeiro, para discutir como aconteceu o apagão que afetou cerca de três milhões de unidades consumidoras, como casas e empresas em 11 estados e no Distrito Federal. Muita gente ficou a pé no metrô da maior cidade do país: São Paulo.

O calorão não deu trégua. Ar condicionado e ventiladores em potência máxima. Às 14h55, quase metade do país apagou. Todos estados da região Sul, Sudeste e Centro-Oeste mais o Distrito Federal e Rondônia ficaram sem energia.

Uma das linhas do metrô de São Paulo parou entre a Avenida Paulista e o Centro por uma hora e meia. Passageiros andaram pelo túnel para chegar às estações.

Uma mulher passou mal. Um ambulatório da Prefeitura de São Paulo suspendeu o atendimento.  O apagão de 50 minutos deu prejuízos a comerciantes.

O corte de energia no Distrito Federal atingiu 157 mil consumidores em oito cidades próximas à Brasília.

O Operador Nacional do Sistema informou que o corte foi causado por um problema na transferência de energia das regiões Norte e Nordeste para o Sudeste. O aumento do consumo no horário de pico também ajudou.

Na sequência, 11 usinas foram desligadas, entre elas Angra 1. O reator detectou uma frequência irregular no sistema e por segurança desarmou automaticamente.

Para evitar um problema ainda maior, o ONS determinou às distribuidoras de energia das cidades afetadas, o corte de 5% na rede para que o sistema voltasse ao normal.

O ministro de Minas e Energia disse que entre as possíveis causas do apagão, estão a falha de um equipamento chamado de banco capacitor, que regula a carga do sistema, o desequilíbrio entre o consumo e a geração de energia, e uma falha na subestação Gurupi, no Tocantins.

“Eu atribuo mais ao problema técnico que ao pico até porque na semana passada nós tivemos números de energia, de pico de energia muito similares ao dia de hoje. No entanto, nós precisaremos, como eu disse, avaliar todas as variáveis e, ao mesmo tempo fazer com que as nossas obras entrem cada vez mais no cronograma desejado e esperado pelo governo”, fala o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga.

Hoje à tarde, técnicos do Operador Nacional do Sistema, do Ministério de Minas e Energia e das empresas envolvidas no corte vão se reunir para apurar o que aconteceu. Depois um relatório vai ser encaminhado para Agência Nacional de Energia Elétrica, que poderá advertir ou multar os responsáveis pelo apagão.

O apagão de ontem (19) ocorreu em pleno horário de verão. Segundo o Ministério de Minas e Energia, não existe um cálculo parcial da economia já realizada neste verão. Nos últimos dez anos, a medida tem possibilitado uma redução média de 4,6% na demanda por energia no horário de maior consumo.

Amapá
Mais de 130 mil pessoas também sofreram com a falta de energia no Amapá. O problema afetou Santana e Mazagão, municípios vizinhos de Macapá, e alguns bairros da capital, desde a madrugada de segunda-feira, dia 19.

Os moradores tiveram de recorrer às velas e as geladeiras descongelaram. Segundo a Eletronorte, a estatal responsável pela geração de energia elétrica no Amapá, houve um curto-circuito nos cabos subterrâneos numa subestação. Em Santana, o fornecimento começou a se normalizar por volta das 8h.

Por Fred Ferreira – Jornal Hoje