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A inspeção e a manutenção em sistemas de para-raios (SPDA)

Neste artigo, abordamos o tema “inspeção e manutenção”, assunto tão importante para que um Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas (SPDA) seja mantido em perfeitas condições de funcionamento e que essa situação esteja devidamente documentada.

Quando se trata da ABNT NBR 5419:2015, podemos dizer que não aconteceram grandes alterações no texto no que se refere a inspeção e manutenção. Na realidade, grande parte do texto da seção 6 da versão de 2005 foi incorporada ao texto da seção 7 da parte 3 da versão 2015, dessa forma, teremos várias prescrições, sempre com o objetivo principal de manter a operacionalidade do SPDA com consequente minimização do risco envolvido.

Os maiores vilões de um SPDA sempre foram a ignorância no assunto, a negligência no trato com o sistema e a corrosão. Tentando minimizar os efeitos gerados por esses aspectos, a norma traz uma lista do que deve ser feito para a preservação da proteção, como a importante manutenção da documentação de inspeção, do projeto (desenhos e memoriais) e dos relatórios/laudos de conformidade para que estejam sempre atualizados e disponíveis quando necessário.

 

Os prazos

 

Inspeções visuais, realizadas por pessoas minimamente orientadas para observar se alguma peça está solta, quebrada ou oxidada, devem ser realizadas de seis meses a um ano, dependendo das condições do local, ou se houver suspeita de que o SPDA foi atingido por raio.

Inspeções periódicas obrigatórias devem ser realizadas em intervalos de um a três anos, no máximo, dependendo da agressividade que o ambiente estiver impondo ao SPDA. Nesta etapa, é necessário que seja gerado um relatório técnico, acompanhado de ART do profissional executante, onde constará a situação do sistema e quais intervenções são necessárias, se existirem, para adequação.

 

Ensaios

 

É importante ressaltar que os 10 itens existentes no texto da versão 2005, que deveriam servir como fator limitante para a existência de tensões de toque e passo suportáveis por pessoas e instalações a que o eletrodo de aterramento servisse, foram extremamente mal interpretados ao longo desses anos. Os 10 itens acabaram sendo exigidos como parâmetro de verificação da sua integridade física, assim, esse valor foi suprimido do texto da versão 2015 e, em seu lugar, o relatório deve apresentar resultados de ensaios de continuidade elétrica dos eletrodos de aterramento, conforme o item 7.3.2. Cabe esclarecer que medidas adicionais para prevenir as tensões superficiais foram acrescentadas na seção 8.

Dessa maneira, por solicitação ou quando a situação for relevante, vamos apresentando mais alterações relacionadas à nova ABNT NBR 5419:2015. Inspeção e manutenção. Inspeção e manutenção.

 

Por Jobson Modena – O Setor Elétrico Edição 110 – 2015