Nova bateria de íon-lítio chega a 70% da carga em apenas 2 minutos

 

Uma equipe de pesquisadores de Singapura desenvolveu uma nova geração de baterias de íons de lítio que podem receber até 70% de carga em apenas 2 minutos.

 

O responsável pela invenção, o professor Chen Xiaodong, afirma que o maior impacto do invento será no carros elétricos. Com apenas cinco minutos a bateria poderia ser carregada por completo e a duração da nova tecnologia é cerca de dez vezes maior que a atual lítio-ion. Na prática, o ciclo de vida pode render 20 anos.

 

Normalmente, ficamos céticos em relação a novas tecnologias de baterias, mas há motivos para ficarmos esperançosos em relação a essa descoberta. A nova bateria não é exatamente nova. É apenas uma melhoria em relação à tecnologia já existente de íon-lítio.

 

A parte principal vem na forma de nanoestruturas. Em vez do grafite normalmente usado para criar o ânodo da bateria, essa nova tecnologia usa um gel de dióxido de titânio, que é mais barato. É o mesmo material usado no protetor solar para absorver os raios ultravioletas. Os cientistas encontraram uma forma de transformar o composto em nanoestruturas que aumentam a velocidade do processo de recarga. E de fato eles fazem isso: com essa pequena inovação, as baterias carregam até 20 vezes mais rápido e duram até 10 vezes mais.

“Com a nossa nanotecnologia, carros elétricos poderão aumentar o alcance dramaticamente em apenas cinco minutos de recarga, o que está próximo do tempo necessário para bombas de gasolina encherem o tanque dos carros atuais”, disse o Professor Chen Xiadong.

De acordo com os analistas da Frost & Sullivan, o mercado de baterias recarregáveis deve atingir a marca de 24,3 bilhões de dólares em 2016.

O professor associado Chen acredita que a tecnologia chegará ao mercado nos próximos dois anos.

Campo de society no Rio é iluminado com energia gerada por jogadores

Um campo de futebol society no Rio de Janeiro ganhou uma iluminação gerada de forma bastante inovadora: pelos próprios jogadores que entram nela. Inaugurado na quarta à noite, o campo é no Morro da Mineira, região central da cidade. O projeto é financiado pela Royal Dutch Shell, empresa holandesa que atua também no setor de combustíveis (sim, é aquela dos postos de combustíveis). São cerca de 200 telhas de captura de energia desenvolvidos pela startup britânica Pavegen instaladas  na largura e extensão do campo, coberto por uma camada do gramado AstroTurf. As telhas que têm energia gerada pelos jogadores trabalha em conjunto com painéis solares instalados em torno do campo para alimentar o sistema de holofotes.

A criação da Pavegen funciona com um sistema de engrenagens que, quando as telhas são pisadas, giram e agem como geradores. A empresa já instalou esse tipo e tecnologia em estações de trem na Europa, centros comerciais na Austrália e Terminal 3 do Aeroporto de Heathrow, em Londres. É a primeira vez, porém, que o sistema é instalado em um campo de futebol. “Nós efetivamente transformamos esta comunidade em um experimento de ciência da vida real. Eu acredito que essa tecnologia pode ser um dos futuros modos que nós iluminaremos nossas cidades”, disse Richard Kemball-Cook, presidente da Pavegen.

A inauguração do projeto teve a presença ilustre de Pelé, que se emocionou. Para o rei do futebol, um campo como esse, com uma tecnologia inovadora em termos de geração de energia, pode ajudar a despertar o interesse das crianças não só pelo futebol, mas pela ciência. O lendário ex-jogador acredita que a próxima geração de brasileiros irá ajudar o país a ser tão bem sucedido no campo científico quanto é no futebol. “Meu pai me deu o nome de Edson por causa de Thomas Edison. Tenho certeza que em breve os melhores cientistas do mundo serão brasileiros”, afirmou Pelé.

Fonte: trivela.uol.com.br

Avião movido a energia solar vai cruzar o Atlântico para iniciar volta ao mundo

Dois pilotos irão dos Estados Unidos à Europa em uma viagem de cinco dias e cinco noites em uma pequena cabine 70 quilômetros por hora

 

Avião movido a energia solar vai dar a volta ao mundo

GENEBRA – Dois pilotos suíços planejam dirigir um avião movido a energia solar ao redor do planeta, desafiando a resistência humana e as fronteiras de uma tecnologia cujo potencial ainda tem muito a ser explorado pela indústria, segundo aviadores.

Bertrand Piccard e Andre Borschberg vão se alternar na pilotagem de um ultraleve chamadoSolar Impulse (impulso solar), do tamanho de um Boeing 747 jumbo, mas com o peso de um carro tipo van.

Depois de cruzar os Estados Unidos e completar um voo noturno, os pilotos agora treinam para viajar durante cinco dias e noites seguidos, e se preparam para cruzar oceanos em uma pequena cabine que viaja a 27 mil pés e 70 km/h. As empresas patrocinadoras, entre elas a Swiss Watchmaker Omega e Schindler Holding AG (SCHP), esperam que o projeto de US$ 160 milhões estimule um salto industrial no uso de energias renováveis e na economia de eletricidade. A  Schindler está desenvolvendo elevadores movidos a energia solar.

“Este é o primeiro avião com duração ilimitada: não há limites em termos de horas de voo”, disse Borschberg, 61, no hangar da aeronave em Payerne, Suíça. “O avião comporta apenas um piloto. A principal questão é como torná-lo sustentável também”, brinca ele.

Os pilotos partem para a viagem de cerca de 35 mil quilômetros em março do ano que vem. A decolagem será no Golfo Pérsico em direção ao Leste; o avião cruzará a Índia, a China e os Estados Unidos, antes de retornar via Europa ou África.

Sonecas

Nos voos mais curtos, de até 24 horas, os pilotos não dormirão. Em trechos mais longos, poderão tirar sonecas de 20 minutos a cada três ou quatro horas, mas apenas sobre áreas não habitadas.

A viagem toda vai durar o equivalente a 25 dias, espaçados em vários meses. A cabine é despressurizada, e o piloto deverá usar uma máscara de oxigênio o tempo todo.

“No mundo de hoje, metade da energia que usamos é desperdiçada pelo uso de tecnologias ultrapassadas, máquinas velhas, lâmpadas incandescentes, casas mal planejadas em relação à luz natural, sistemas elétricos e de aquecimento ineficientes, coisas do tipo”, observa Piccard, 56. “O que o Solar Impulse mostra é que a solução existe, e pode ser aproveitada para criar novos empregos. É assim que as pessoas serão motivadas. De repente, aparecem empresas com novos negócios nessa área”, completa.

Bayer AG ajudou a desenvolver os componentes de fibra de carbono para reduzir o peso do avião. A gigante alemã da indústria química também desenvolveu uma espuma isolante que protege as baterias da baixa temperatura, que durante os voos pode chegar a -40 graus. Essa espuma isolante começa a ser usada também em refrigeradores e freezers.

Treinamento de ioga

O avião possui mais de 17 mil células solares fabricadas pela corporação Total SA’s (FP) SunPower, que foram impressas sobre um filme de resina à prova d’água concebido por uma empresa química belga, a Solvay SA. O material é mais fino que um papel e reveste as asas.

“Se essas células solares fossem colocadas em um avião normal, serviriam apenas para a energia gasta no sistema de entretenimento, como as televisões com vídeo a bordo”, explica Piccard.

Ambos pilotos foram bem-sucedidos nas simulações de voos de 72 horas, e têm cinco meses para elevar a resistência para 5 dias de voo. Para prevenir desvios de rota durante as sonecas, o Solar Impulse foi equipado com um sistema de alerta ao aviador se a aeronave sair do prumo. Os pilotos também estão sendo assessorados por um iogue indiano e um clínico suíço: praticam ioga, exercícios de respiração e auto-hipnose para manter as capacidades e o ânimo intactos.

A Nestlé preparou alimentos especiais para a jornada, já  que os pilotos precisam de mantimentos secos, que possam ser armazenados em altas variações de temperatura – entre 35 graus e abaixo de zero à noite. O avião possui um toalete acoplado, o que representa um avanço em relação ao modelo anterior, em que os aviadores precisavam usar garrafas para essa função.

Piccard e Borschberg afirmam que a aeronave é uma mensagem para a indústria de tecnologias renováveis sobre como é possível tomar medidas para uma maior eficiência energética. Este ano, o projeto ganhou o apoio da empresa suíça ABB Ltda. (ABBN), a maior fabricante do mundo de equipamentos que convertem energia solar em eletricidade.

Diversão familiar

Borschberg, antigo membro da força aérea suíça, entrou para o projeto Solar Impulse em 2004, junto a Piccard, um suíço de família aventureira. O avô de Piccard, Auguste, foi a primeira pessoa a chegar à estratosfera; seu pai, Jacques, mergulhou nas águas mais profundas do mundo, na Fossa das Marianas; e Bertrand foi o primeiro a dar a volta ao mundo em um balão de ar quente.

A jornada coincide com a próxima conferência das Nações Unidas sobre mudanças climáticas, em Paris. Os pilotos têm conversado com organizações internacionais ligadas ao tema a respeito da possibilidade de uso político do projeto, contou Piccard. O projeto Solar Impulse também lidera uma petição para pessoas apoiarem tecnologias limpas.

“Esperamos que cada vez mais pessoas se unam a nós”, disse ele. “Nosso objetivo não é uma revolução na aviação, é uma revolução na mente das pessoas a respeito da tecnologia limpa.”/Tradução de Livia Almendary

ENIE 2014 – Feira traz os lançamentos mais esperados do ano!

Realizada em conjunto com o XV Enie, o principal congresso nacional da área de instalações elétricas, a Expoenie 2014 reúne, em 6000 m² no Expo Center Norte, em São Paulo, fornecedores de produtos e serviços para sistemas elétricos prediais e industriais, iluminação, automação, proteção contra descargas atmosféricas e várias outras áreas. Para essa exposição, as empresas reservam suas principais novidades. Uma parte delas é mostrada aqui.

Projetos elétricos

Fornecedora de softwares profissionais para projetos de instalaçõesa há 21 anos, a Highlight apresenta no Enie o sistema CADDPROJ Elétrica, cujo diferencial principal é a redução de, em média, 80% do tempo gasto para projetar infraestruturas de instalações elétricas, segundo a empresa. Já o OrçaCAD Elétrica calcula a quantidade de materiais necessária para a instalação elétrica a partir do desenho feito no CAD e reduz em 50% (em média) o tempo de realização da tarefa. Também são apresentados softwares para projetos profissionais de cabeamento estruturado e automação residencial.

Terminais para bornes

O grupo Intelli leva à mostra terminais para bornes para condutores flexíveis ou rígidos de cobre ou alumínio. A solução possui pino tubular com área de conexão por compressão em forma de sino para facilitar a entrada do condutor flexível, e área de contato em forma de pino.

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Terminais poliméricos de MT

Os terminais poliméricos TRP apresentados pela KIT Acessórios destinam-se a cabos de média tensão com condutor de cobre ou alumínio, isolação de HEPR ou XLPE e tensões de isolamento de 3,6/6kV a 20/35kV. Indicados apra painéis ou subestações.

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Conexões para aterramento

A fabricante de conectores, terminais, ferramentas e acessórios Burndy, que este ano completa 90 anos, apresenta o sistema de conexões para aterramento por compressão Hyground, que inclui conectores de emendas cabo/cabo, cabo/haste, derivações, ligações a estruturas metálicas e terminações. Feitos de cobre eletrolítico puro, com e sem acabamento estanhado. As conexões por compressão utilizam matrizes e ferramentas hidráulicas acionadas manualmente ou por bateria. Os conetores são resistentes à corrosão e não poluentes, de fácil instalação e armazenamento, permitem rastreabilidade para inspeção e documentação da instalação.

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Puxador de cabos

O puxador elétrico para cabos Greenlee Ultra-Tugger 10, é portátil, fornecido com bitolas de 25 a 800 mm², para uso em eletrocalhas, leitos ou eletrodutos. Com capacidade de até 4,5 toneladas/44,5kN de força de puxamento dos cabos, a máquina é dotada de sistema de fixação, motor elétrico, corda guia, destorcedor e camisas de puxamentos. LEDs indicam a força exercida durante o trabalho de puxamento dos cabos. Segundo a empresa, o uso do puxador elétrico reduz o tempo de instalação e a mão de obra necessária.

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Emenda para cabos

A emenda compacta fria EMCF da Elos é do tipo pré-moldada, indicada para aplicação em cabos isolados de média tensão até 36kV. A recomposição do isolamento, o confinamento e o condicionamento do campo elétrico são feitos em uma só peça de EPDM, com montagem 100% a frio. A região da emenda é selada com uma capa contrátil a frio e fica totalmente blindada e submersível.

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Capacidade mundial de geração solar cresce 53 vezes em 9 anos!

O gráfico do crescimento exponencial não impressiona muito no seu início, mas depois de algum tempo as coisas começam a aparecer. A energia renovável está por aí há décadas, no entanto, houve mais progresso nos últimos anos que em toda a história.

Vejamos, por exemplo, o crescimento da energia eólica em alguns países em 2013:

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Vejam o gráfico abaixo: são 6,6 vezes de crescimento desde 2004 e 18,7 vezes desde 2000! É sempre perigoso tentar prever o futuro, mas observem que levamos décadas para atingir a capacidade de 17 gigawatts e, somente no ano passado, o mundo teve um incremento de 35 gigawatts!!

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Quanto à energia solar, em muitas maneiras está crescendo de forma mais impressionante que a eólica. Até alguns anos atrás, a energia solar era considerada cara demais para a maioria das situações. Mas, há alguns anos, o crescimento explodiu, graças ao menor preço dos painéis fotovoltaicos, à política pró-solar de alguns países e aos instaladores, que se especializaram e fazem, de forma descomplicada, todo o processo de instalação, tanto para os clientes residenciais quanto os comerciais.

Incremento de capacidade solar instalada:

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No gráfico acima podemos ver que a China está investindo forte em energia solar, saindo da 5ª para a 2ª posição em apenas um ano. A Alemanha foi a pioneira neste tipo de energia e se mantém à frente, no entanto, deve perder a liderança em um ou dois anos.

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O gráfico acima é realmente impressionante! Passamos de uma capacidade de 3,7 gigawatts em 2004 para 138 gigawatts em 2013. E as coisas só tendem a melhorar, por exemplo, se a gigante Elon Musk começar a fabricar painéis fotovoltaicos nas suas enormes fábricas, os preços devem cair ainda mais.

FONTE: www.treehugger.com/renewable-energy/worldwide-solar-power-capacity-53x-higher-9-years-ago-wind-power-6x-higher.html

A cada 3 dias, 2 fios de alta tensão caem na Grande São Paulo

Levantamento do Corpo de Bombeiros mostra que a Região Metropolitana registrou 92 casos de janeiro a 10 de julho

A cada dois dias são registradas três quedas em vias públicas de fios energizados que ficam pendurados em postes na região metropolitana de São Paulo, segundo relatório do Corpo de Bombeiros feito a pedido do Estado.

O balanço da corporação foi realizado entre o dia 1.º de janeiro e 10 de julho deste ano e registrou 92 ocorrências. O mês foi o mesmo em que uma pessoa morreu eletrocutada no Tatuapé, na zona leste, após um fio de energia cair sobre seu carro.

Na capital, onde houve 63 casos em 2014 dentro do intervalo de tempo do levantamento do Corpo de Bombeiros, a concessionária que faz o fornecimento de energia é a AES Eletropaulo. A empresa também é a responsável pela instalação dos postes usados por ela e diversas empresas de telecomunicações para pendurar fios.

Hoje, segundo a Prefeitura e as concessionárias, são 69 mil quilômetros de fios na rede aérea. Por ano, a concessionária lucra R$ 100 milhões com o aluguel dos postes. A empresa afirma que o lucro é usado para deduzir o valor da conta de eletricidade dos clientes.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, os fios energizados que se partem caindo sobre as vias públicas podem estar energizados com até 13 mil watts de potência. “Uma fiação elétrica quando cai libera uma grande quantidade de energia. Ela se dissipa e pode colocar fogo em um carro”, explicou o capitão Marcos Palumbo, porta-voz do Corpo de Bombeiros.

Ainda segundo ele, quedas de galho, tempestades, obras e outras interferências podem fazer com que esses fios se partam. “O que verificamos nesses casos é que não são ocorrências causadas pela fiação. Geralmente são fatores externos que caem sobre o fio, como árvores, muros e construções irregulares. É um problema do crescimento desordenado da cidade”, disse.

Enterramento. O problema dos rompimentos de fios energizados vem ao encontro de uma discussão da cidade: o enterramento da rede aérea das ruas da capital.

Hoje, apenas 40% dos fios na cidade de São Paulo estão no subterrâneo. A Prefeitura e as concessionárias envolvidas travam uma briga para saber de quem é a responsabilidade sobre o enterramento de fios – o alto custo é um grande entrave. A administração municipal repassa a responsabilidade para as empresas, e as concessionárias alegam que são reguladas por órgãos federais e dizem que as obras são de alto custo.

Mais cara. O presidente da Associação Brasileira de Distribuidoras Energia Elétrica (Abradee), Nelson Fonseca Leite, afirmou que, se não houvesse postes para pendurar os fios de energia e de outros serviços, a conta da eletricidade do consumidor final seria mais cara.

“O dinheiro do aluguel dos postes não fica com a concessionária. O dinheiro abate o valor da conta que é repassada para o consumidor. Se o poste não fosse compartilhado com outros serviços a conta seria mais cara”, explicou.

Por Rafael Italiani – Estadão

Você sabe o que é gerenciamento inteligente de energia? O Google sabe.

As soluções adotadas no projeto de rede inteligente descrito envolvem uma usina virtual de energia baixa tensão em um sistema de compensação através de armazenamento na média tensão. O projeto conta com funções que facilitam a integração de energias renováveis e fornecem serviços para a rede. O objetivo é demonstrar a viabilidade dos métodos e ferramentas de planejamento e gerenciamento otimizado.

Já é hora de investir em energia solar para a sua casa? Saiba mais.

Nos últimos anos acompanhamos a incrível evolução dos painéis solares (fotovoltaicos). Eram itens caros e pouco eficientes, coisa pra gente que queria gastar muito pra experimentar algo novo ou que não tinha opção mais fácil, como em lugares remotos.

O fato é que a tecnologia evoluiu, e muito. Hoje uma instalação de painéis fotovoltaicos residenciais tem um payback aproximado de 10 anos, claro, dependendo de vários fatores como a localização geográfica, padrão de consumo da família, entre outros.

Energia eólica no Brasil? Entenda por que o cenário atual é favorável.

A energia eólica vem aumentando sua participação no contexto energético brasileiro. Desde a criação do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa), e, posteriormente, os sucessivos leilões de compra e venda deste tipo de energia, sua capacidade instalada passou de 25 MW, em 2005, para 1.886 MW, ao final de 2012, ano em que foram gerados 5.020 GWh de energia eólica – 86% acima da geração de 2011.

De acordo com informações divulgadas no site oficial do governo brasileiro, este vem se comprometendo a diversificar a matriz energética, organizando leilões que contratem energia pelo menor preço e que garantam a sustentabilidade ambiental. A energia eólica se mostra a mais competitiva a cada ano e vem ganhando espaço nos leilões.

Além de ser uma fonte renovável e competitiva, a energia eólica se apresenta como complementar à hidrelétrica, na medida em que os melhores ventos ocorrem nos períodos de menor regime de chuvas. A geração eólica auxilia na recomposição dos níveis dos reservatórios, ou seja, possibilita a formação de acúmulo de água para geração futura.
O Brasil é o País mais promissor do mundo em termos de produção de energia eólica, na avaliação do Global Wind Energy Council, organismo internacional que reúne entidades e empresas relacionadas à produção desse tipo de energia. Ao final de 2012, o País ocupava o 20º lugar no mundo em capacidade instalada de geração de energia a partir da força dos ventos. De 2005 a 2012, a capacidade instalada aumentou 70 vezes e foi a que mais cresceu dentre todas as fontes de energia. Não obstante o forte crescimento, a capacidade instalada brasileira representa apenas 0,6% da capacidade mundial.

Steve Sawyer, diretor do Global Wind Energy Council, afirmou em entrevista ao site da European Wind Energy Association (http://www.ewea.org/blog/2013/07/wind-energy-in-brazil-the-country-of-the-future/), que o Brasil está lutando para encontrar o equilíbrio certo entre a regulação de um monopólio natural, como o setor de energia e aproveitar as forças do mercado para o benefício de produtores e consumidores. “Não é um ponto de equilíbrio fácil de achar. No entanto, tenho grandes esperanças de que a política do governo vai estabilizar em médio prazo e que a indústria vai cumprir a meta do governo atual até 2020”.

A meta pode ser atingida. É o que dizem os mapas eólicos desenvolvidos pelo Centro Brasileiro de Energia Eólica, que de acordo o governo brasileiro, apontam que a incidência dos ventos no País apresentam boas características para a geração elétrica, com velocidade, baixa turbulência e uniformidade, o que possibilita fatores de capacidade de geração em alguns parques de até 50%.

No mundo, o fator de capacidade médio de geração eólica não chega a 20% (operação abaixo de 1800 horas por ano, para o total das 8.760 horas anuais), enquanto que, no Brasil, o indicador foi de 34% em 2012. O potencial brasileiro de energia eólica é estimado em um pouco mais de 140 GW, avaliado para torres de 50 metros de altura. Estima-se que o potencial possa mais que dobrar se forem consideradas torres de mais de 100 m de altura.

O crescimento do setor e a capacidade de geração de energia eólica foram temas centrais do 3º Brazil Wind Power, maior evento da área de energia eólica da América Latina, que reuniu autoridades, empresários e entidades de classe, nos dias 29, 30 e 31 de agosto, no Centro de Convenções Sulamérica, no Rio de Janeiro. A cerimônia de abertura contou com um talk show com a participação do Ministro de Minas e Energia, Edison Lobão; do governador do Estado da Bahia, Jacques Wagner; do presidente da Empresa de Pesquisa Energética, Maurício Tolmasquim; do diretor do Greenpeace, Marcelo Furtado.

O evento foi promovido pela ABEEólica (Associação Brasileira de Energia Eólica), do GWEC (Conselho Mundial de Energia Eólica, com sede em Bruxelas) e do Grupo CanalEnergia. Está inserido na agenda anual de eventos de energia eólica e tem o apoio da AWEA (Associação Americana), EWEA (Associação Europeia), dentre outros.
Para o diretor-executivo do Grupo CanalEnergia, Rodrigo Ferreira, o Brazil Windpower traduz o crescimento da energia eólica no Brasil. “A cada ano o evento aumenta consideravelmente e hoje é o maior evento da eólica no hemisfério Sul”.
Investimentos e leilões

A energia eólica vive agora nova etapa de competitividade no País, com previsão de investimento de mais de R$ 40 bilhões até 2020. Essa nova fase, iniciada em 2009, totaliza a contratação de 6,7 gigawatts (GW) de potência, ao preço de R$ 100 por megawatt-hora (MWh).
Os primeiros investimentos foram feitos em 2004, com subsídios do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa), com o objetivo de trazer novas tecnologias e formas renováveis de produção de energia, entre elas pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), biomassa e eólica.
O Ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, durante a abertura do 3º WindPower disse que a energia eólica é a fonte de geração que mais cresce no Brasil. “A expectativa, de fato, é a de contratar, pelo menos, 2 mil MW por ano até 2020, acrescentando, desde 2012, mais 20 mil MW de energia eólica ao sistema, o que mobiliza recursos superiores a US$ 50 bilhões”, declarou Lobão.
De fato, os 2 GW de contratação por ano é um pleito contínuo da ABEEólica. Nesse ano, no leilão de Reserva, que aconteceu em agosto, já foram contratados 1,5 GW, e a fonte ainda participará dos leilões A-3 e A-5, fazendo com que a expectativa de ultrapassar a marca dos 2 GW fique mais próxima da realidade. “O resultado desse leilão comprova que o modelo adotado para a expansão do sistema elétrico continua atrativo para os investidores”, comentou o ministro.
Para Maurício Tolmasquim, presidente da EPE (Empresa de Pesquisa Energética), o número total de energia contratada foi promissor. “O leilão foi muito satisfatório e atingiu o nosso objetivo que era adquirir um montante significativo de energia a valores mais competitivos”, comemorou.
O executivo também discorreu acerca da possibilidade do País se tornar competitivo no setor de energia nuclear. “O Brasil ainda aparece como uma atração considerável com relação à energia nuclear. É uma das poucas nações que mantém todos os elementos naturais necessários para a produção desse tipo de energia. Além das usinas presentes no Rio de Janeiro, outra está sendo construída e a previsão é que passe a ser operada em 2018”, comunica Tolmasquim, que foi o principal assessor de Dilma, quando ela era ministra da Energia no início de 2000.
Ele também comentou que o momento agora é da energia eólica, mas que a solar se tornará uma realidade. “Atualmente a energia eólica é mais barata que a solar, mas os avanços tecnológicos podem mudar essa realidade. É uma questão de tempo”, preconiza.
A Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), apostando no crescimento do setor no País lançou o Certificado de Energia Renovável para usinas de vento, pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) e centrais a biomassa.
As entidades parceiras também criaram non Selo de Energia Renovável para usuários livres que utilizem projetos certificados.
Segundo Elbia Melo, presidente executiva da entidade, o público-alvo, por enquanto, serão os grandes consumidores de energia. “Todavia, as associações já estão pensando em como obter o selo também para os consumidores do mercado regulado”, afirma.
De acordo com Elbia, o objetivo é fazer com que as fontes renováveis quebrem barreiras que insistem em impedir a expansão do mercado livre, composto por grandes consumidores de energia. “O mercado potencial estimado para a inserção dessas fontes no ambiente livre de contratação é estimado em 22GW. Todavia, em se tratando de energia eólica, como a curva de geração das plantas difere da curva de carga dos consumidores, são enormes as dificuldades para o desenvolvimento dos projetos desse setor”, completa.
O potencial eólico no País soma 300 GW e está concentrado, basicamente, no Nordeste e no Sul, com destaque para os estados da Bahia, do Rio Grande do Norte, Ceará e Rio Grande do Sul. O número foi revisto este ano, com base na nova tecnologia implantada. O primeiro levantamento, realizado em 2001, identificou potencial para geração eólica da ordem de 143 GW.
Em junho deste ano, a indústria eólica completou 2 GW de capacidade instalada para gerar energia, distribuídos por 71 parques. Até o fim de 2016, a meta é inserir no sistema elétrico nacional 8,4 GW de potência eólica, o que significará 5,4% de participação na matriz elétrica brasileira, contra os atuais 1,5%. “Vai crescendo ao longo dos anos e deve chegar, em 2020, a um patamar de 15% de participação da fonte eólica, se nós mantivermos esse ritmo de contratação. A previsão é vender em leilões cerca de 2 GW por ano. O cenário do setor é bastante favorável em termos de perspectivas futuras porque, além de inserir essa fonte na matriz, nós trouxemos a cadeia produtiva e de suprimentos, como um todo”, afirma a presidenta executiva da ABEEólica.
Como se trata de uma fonte intensiva em capital e tecnologia, o número de fabricantes de equipamentos no País passou de dois, em 2008, para 11, no ano passado.
Para Elbia Melo, o País já realizou quatro leilões subsequentes e com um importante nível de contratação da fonte eólica para o mercado regulado. “Esse é um indício de que essa indústria está em franco crescimento. Consequentemente passará a atrair mais investimentos, tornando o mercado mais otimista”.
A presidente executiva lembra ainda que 2013 é um ano decisivo para o setor. “Nesse ano é que serão definidos os players fabricantes de equipamentos que se manterão no País, bem como as bases que serão estabelecidas para tornar a indústria forte”.

Energias alternativas e renováveis – zero impacto ambiental e potencial crescente

Apesar de ser considerada uma fonte de energia limpa e renovável, a geração de eletricidade hidrelétrica ainda enfrenta muitas críticas, relacionadas a impactos socioambientais. Muitos críticos apontam que a solução para a crescente demanda está no investimento em energias alternativas, como a eólica e a solar, que renováveis, não necessitam de devastação de grandes áreas. Contudo, a dúvida que surge é se essas fontes são o suficiente para abastecer o País.

É importante ressaltar que quando se fala em fontes limpas de energia, não se trata apenas da energia solar ou eólica. Elas são parte das fontes limpas, que incluem também a hidrelétrica, nuclear e de biomassa.

Apesar de produzir dejetos radioativos, a nuclear (que não é renovável) não emite gás carbônico (CO2) na atmosfera. As usinas de biomassa (que queimam bagaço de cana, por exemplo) também são consideradas limpas uma vez que emitem na atmosfera o CO2, que já havia sido absorvido pelas plantas.

De acordo com o site na Agência Nacional de Energia (Aneel) o Brasil mantém atualmente 96 usinas eólicas em operação, com uma potência total de 2.109.341,10 kW. Números esses que conflitam com o site da ABEEólica, que divulga com destaque que o Brasil tem 119 usinas instaladas no Brasil, com capacidade instalada (MW) de 2.788, produzindo dessa forma uma redução de 2.397.350 de CO2 (T/ano). De qualquer forma a visão dos especialistas é bem otimista com relação a evolução da energia eólica no País.

Bahia se destaca no setor eólico brasileiro

A Bahia ganhou importância na geração de energia eólica nos últimos anos. No 5º leilão de energia de reserva, realizado no último dia 23 de agosto pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, dos 66 projetos contratados com potência de 1.505 MW, 28 estão na Bahia, com potencial contratado de 567,8 MW, o que equivale a mais de R$ 2 bilhões em investimentos. Em leilões, a Bahia já tem contratado 2,2 GW, e projeções de investimento da ordem de R$ 10 bilhões no setor até 2017.

Foi com essa apresentação que o governador do estado, Jaques Wagner recebeu, no evento Brazil Windpower, a homenagem “Embaixador do Vento”. Segundo os organizadores da cerimônia, o chefe do Executivo baiano tem defendido o setor nacionalmente e busca aumentar a competitividade e discutir com o Ministério das Minas e Energia e junto à presidente Dilma Rousseff gestões para ampliar cada vez mais o segmento, o que o credenciou a receber essa honraria.

Gerar energia a partir do calor pode se tornar incrivelmente barato

Termoconversores, que usam o calor desperdiçado para gerar energia, podem se tornar muito mais interessantes graças a uma empresa chamada Alphabet Energy. Trata-se da comercialização do tetrahedrite, um metal que mais que duplica a eficiência da tecnologia atual custando (incrivelmente) 50 vezes menos.

Os materiais termoelétricos funcionam porque eles podem fazer um truque raro: transferem mal o calor enquanto conduzem bem a eletricidade. No entanto, os materiais atuais são caros e poluentes, e só convertem cerca de 2,5 por cento da energia do calor em eletricidade. O tetrahedrite, por sua vez, pode alcançar de 5 a 10 por cento, por apenas 4 dólares por quilo.

Alphabet Energy diz que poderia utilizar o calor residual de plantas industriais ou mesmo do sistema de escape de um veículo para produzir eletricidade, o que tornaria seu custo praticamente zero. Assim, ironicamente, poderíamos dizer que o desperdício de calor do seu carro poderia alimentar o sistema de ar condicionado.

por Steve Dent – Engadget.com